Foto de capa - Titi Vidal
FOTO Gleice Bueno

Sobre Titi Vidal

Titi fez Direito e atuou como advogada de Direito de Família durante alguns anos. Mas foi através de um hobby que ela encontrou sua verdadeira vocação. Do Tarô foi estudar Astrologia e não parou mais. Hoje, Titi é astróloga, taróloga e terapeuta. Atende e ministra cursos e palestras de Astrologia, Tarô, Radiestesia, Constelações Familiares/Sistêmicas, Reiki, Magnified Healing e florais.
Desenvolveu a Mesa Astroradiônica, uma mesa radiônica que une a Astrologia à Radiestesia e a Radiônica. Ela não pára e em breve vai lançar seu primeiro livro. Como não poderia deixar de ser, Titi é geminiana.

14 de setembro de 2010

INTRODUÇÃO

Ela desatinou. 

Não, não é da música de Chico Buarque que vamos falar, mas de Titi Vidal. 

Ela mudou: deixou a leitura de processos de advocacia, para se dedicar à leitura das estrelas e dos arcanos de Tarô. 

Ouviu os conselhos de Apolo e fez do que era antes “apenas um hobby”, ser a sua profissão. 

Ela trabalha 12, 14 horas por dia, mas nunca esteve tão feliz. 

Titi ama o que faz.
A gente vê. 

Mas o melhor é você conhecer essa história por ela mesma.

 

 

“Pouco a pouco, nos esquecemos quem somos, de onde viemos e o que desejamos. Deixamos de lado os sonhos de infância, tudo aquilo que sonhávamos um dia e que realmente gostávamos de fazer.”

 

“Infelizmente muita gente não escolhe profissão com o coração. Poucos seguem de cara uma profissão apenas pela vocação.”

Conheça a história de Titi Vidal

Todos dizem querer encontrar o caminho da felicidade. O mundo vive em busca de sua plenitude, querendo satisfação na vida e em tudo que faz. Mas ao invés de seguirmos o caminho mais fácil – que é simplesmente sermos nós mesmos e o que nossa alma o tempo todo nos pede – acabamos seguindo com dificuldades pela vida, atendendo nossos padrões e comodismos. É claro que fazemos isso porque o caminho mais fácil é, no fundo, o mais difícil. Isso porque somos criados por uma família, nascemos em meio a uma sociedade e um determinado momento. Se já nascemos com nossos padrões, certamente somos também influenciados pelos externos e essa combinação resulta em que cada vez mais damos mais atenção para o mundo externo do que nosso interior. 

Todo mundo quer ganhar dinheiro, quer ter um corpo bacana, um cargo de poder, um casamento feliz. Espelhamo-nos, via de regra, no que vemos ao nosso redor e é isso que seguimos para atingir nossos objetivos.
Quando somos crianças, estamos mais próximos de nós mesmos. Já temos algumas “travas”, mas em geral sabemos do que gostamos, de quem queremos estar perto e o que nos dá prazer. Somos mais espontâneos e mais livres. Pouco a pouco, nos esquecemos quem somos, de onde viemos e o que desejamos. Deixamos de lado os sonhos de infância, tudo aquilo que sonhávamos um dia e que realmente gostávamos de fazer.

Tornamo-nos adolescentes e então adultos. E temos que escolher uma profissão. Essa escolha tem um pouco do que acreditamos ser nossa vocação. Mas muito do que levamos em consideração tem a ver com o que os outros esperam de nós e com o que achamos que pode ser o melhor para nós. Tendemos a procurar uma carreira que possa ser próspera, que nos leve a uma posição de reconhecimento e poder. E que nos dê dinheiro. Quase todo mundo escolhe uma faculdade e uma profissão dessa forma. Mas dentro do mundo em que vivemos, difícil ser diferente. Espelhamo-nos nos nossos pais e em outros ídolos que nós temos. Falta bagagem, experiência e tempo de vida. Seguimos o que achamos ser o melhor para nós e embarcamos por este caminho.

 

 

É claro que muita gente toma o rumo certo, escolhe algo que realmente tem a ver com sua mais profunda vocação. Tem a ver com sua verdade e com algo que lhe fará feliz. Essa pessoa certamente logo terá satisfação, plenitude, será feliz com o que faz. E se o que escolheu está de acordo com que é melhor para sua alma, com certeza terá todos os reconhecimentos que espera, incluindo o material.
Infelizmente muita gente não escolhe profissão com o coração. Poucos seguem de cara uma profissão apenas pela vocação. Pelo menos não sem levar em conta todos seus prós e seus contras.

Só que chega um momento em que somos colocados a prova. Somos testados e o universo nos pergunta se é isso mesmo que desejávamos fazer. Nos questiona se queremos continuar ou se é hora de mudar. Temos que fazer uma escolha. Decidir se vamos continuar ou se faremos uma mudança no percurso.
Comigo aconteceu assim. Mas acho que o destino deu uma força especial, em resposta à grande atenção que dei aos sinais que a vida me apresentou. Escolhi ser advogada. Fiz direito, me formei e me organizei para advogar pelo resto da vida. Tinha certeza de que esta era a minha vocação. Realmente gostava do direito. Adorei a faculdade, adorei atuar na profissão. Cheguei até a me especializar em uma área dentro do direito. Tive bons empregos, tive um escritório. Fiz tudo como se fosse continuar nisso por toda a minha vida. Estava preparando o terreno para ser uma advogada muito bem sucedida, claro, se tudo desse certo. Pelo menos era o que eu queria. Quem não quer se dar bem dentro do que faz?

 

“Fui estudando, estudando, estudando. Só que chega uma hora que é preciso colocar o que aprendemos em prática. Precisava colocar em prática o que estava conhecendo e por isso comecei a ler tarô e fazer mapas para minhas amigas e pessoas próximas. Nem cobrava por isso, pois era minha forma de aprender e entender melhor como isso funcionava. Só que conforme eu ia atendendo, os “atendidos” começaram a pegar gosto e querer mais. Passava um tempo e queriam de novo. E de novo, e de novo.”

E assim foi, e provavelmente seria, se eu não tivesse me apaixonado definitivamente pelo que até então era somente um hobby, algo que me fazia bem e que me distraía nas horas vagas: a Astrologia. E não só ela. Gostava das cartas do tarô, do seu simbolismo, de suas interpretações. Gostava, enfim, de um mundo completamente diferente daquele com o qual estava acostumada. Estudava este mundo como uma grande curiosa. Queria entender o comportamento humano, saber por que somos desta ou daquela maneira. 

E sempre achei que a Astrologia e o Tarô, com seus simbolismos e teorias eram boas formas de se entender melhor isso tudo. Por isso fui me aprofundando nisso. Cada vez mais. Ainda como algo em paralelo, mas aos poucos fui estudando estas técnicas incríveis. Cada vez mais fui me apaixonando pelo que estava conhecendo. 

Fui estudando, estudando, estudando. Só que chega uma hora que é preciso colocar o que aprendemos em prática. Precisava colocar em prática o que estava conhecendo e por isso comecei a ler tarô e fazer mapas para minhas amigas e pessoas próximas. Nem cobrava por isso, pois era minha forma de aprender e entender melhor como isso funcionava. Só que conforme eu ia atendendo, os “atendidos” começaram a pegar gosto e querer mais. Passava um tempo e queriam de novo. E de novo, e de novo. Comecei a cobrar um pouco por isso, mas continuava sendo uma forma de passatempo.
Até que um dia uma pessoa que não conhecia ligou querendo marcar uma consulta. Queria saber quanto eu cobrava, onde eu atendia.
 E ai a brincadeira começou a ficar mais séria. Passei a alugar uma sala por hora e logo estava dividindo um consultório. 

Trabalhava como advogada durante o dia. À noite e aos finais de semana comecei aos poucos a atender e continuei a estudar. E fui me tornando Astróloga e Taróloga. 
Acabei conhecendo e estudando algumas técnicas terapêuticas e me tornei, também, terapeuta holística. 

Sei que um dia, depois de muitos sinais que pedi, recebi um muito claro e pedi demissão em meu emprego. Já tinha recebido vários pequenos sinais, mas este não teve como não ser ouvido. Fazia, na época, um curso de mitologia. O professor falava de um determinado mito quando, no mesmo dia em que eu havia pedido aos anjos um claro sinal, interrompeu a aula do nada para falar sobre Apolo, que nada tinha a ver com o que vinha falando até então. Disse claramente que na vida tínhamos que ser como Apolo, que abandonou tudo para seguir sua verdadeira vocação. E sobre isso falou por um tempo considerável, talvez até que eu percebesse que o recado era para mim. Então decidi, no dia seguinte, pedir demissão. A minha surpresa foi quando me ofereceram o dobro para eu ficar. “E agora?” Pensei eu! “Será que o sinal era para isso?”. Mas firme e forte mantive minha decisão e comecei a me dedicar em período integral ao que em breve seria mesmo minha profissão.

E assim foi e ainda é. Sou Astróloga e Taróloga. E das técnicas terapêuticas que pratiquei encontrei-me principalmente na Radiestesia e então me tornei também Radiestesista.
E estas são minhas profissões, minhas áreas de atuação e o que hoje me faz muito feliz. Amo o que faço. 

Meu trabalho foi crescendo e se consolidando. Atendo, dou aula, escrevo. Três grandes paixões e todas dentro destas minhas áreas de atuação. Sou muito feliz por fazer o que gosto. Sou realizada com o que faço.
Recomendo que cada um faça uma busca assim. Vale a pena descobrir o que gosta de fazer e escolher uma profissão que tenha mais a ver com o que nos deixa feliz.
Passamos boa parte do nosso tempo trabalhando. Temos que no mínimo sentir algum prazer nisso tudo.
 Claro que trabalhar com o que gosta tem também suas desvantagens. Quando amamos o que fazemos e quando isso já foi uma espécie de hobby, muitas vezes precisamos de um novo passatempo, de nova forma de se divertir, já que quando vemos vivemos e respiramos 24 horas por dia o nosso trabalho.
 Mas tem coisa melhor do que se divertir enquanto trabalha? É inenarrável o prazer que sinto enquanto trabalho. Não vejo a hora passar, fico feliz durante todo o tempo. 


Enfim, argumentos não me faltam para tentar convencer quem não está feliz em seu trabalho que busque uma nova forma de ser feliz.
Pode não ser fácil mudar. Para mim não foi. Todos acham que você pirou. E é preciso recomeçar. Trilhar tudo de novo, desde o começo. Mas garanto que vale a pena. Os benefícios para nossa alma e nossa vida são tantos, que logo esquecemos todas as dificuldades que passamos, e então só queremos que todos sejam assim, tão felizes como eu sou.
Que se encontrem e se realizem, pois assim, além do bem que fazemos a nós mesmos, podemos, quem sabe, ajudar pelo menos um pouquinho também aos outros, compartilhando aquilo que sabemos e gostamos de fazer. Vale a pena tentar!

“Sei que um dia, depois de muitos sinais que pedi, recebi um muito claro e pedi demissão em meu emprego. Já tinha recebido vários pequenos sinais, mas este não teve como não ser ouvido. Fazia, na época, um curso de mitologia. O professor falava de um determinado mito quando, no mesmo dia em que eu havia pedido aos anjos um claro sinal, interrompeu a aula do nada para falar sobre Apolo, que nada tinha a ver com o que vinha falando até então. Disse claramente que na vida tínhamos que ser como Apolo, que abandonou tudo para seguir sua verdadeira vocação”

Luciana Sapia Pat Brandstatter